"EDUCAÇÃO ESCOLAR E POLÍTICAS PÚBLICAS"
Ao longo da nossa história educacional encontramos muitas desigualdades e disparidades na trajetória do ensino no nosso país.
Passamos por muitas etapas no passado e que até hoje, ainda se fazem presentes, no nosso sistema educacional.
Nossa escola ainda refforça e continua reproduzindo uma educação para o trabalho. Garantindo assim a continuidade de um sistema de produção capitalista.
Em meio a muitas lutas, a história da educação brasileiraoassou e passa por muitas questões que nos levam a refletir:
"Que profissional da educação eu sou?
Tenho contribuído para manter esse sistema injusto de educação privilegiada do poder da elite?
Qual meu compromisso com essa escola que fazemos?
Que oportunidade eu tenho dado ao meu aluno (e a mim) de lutar pela transformação dessa realidade, onde os menos desfavorecidos continuam "de fora" da educação necesária e de qualidade?
Que possibilidades eu tenho dado ao meu aluno e a mim também, de usufruir dessa educação?
Que realidade educacional ofereço ao meu aluno? Uma escola domesticadora, conformadora com sua condição social? Ou tenho lhe apresentado e lutado junto com ele por uma escola mais democrática, que lhe permita acesso ao ensino da elite, do poder?
Faço um trabalho condizente ou conivente com a minha consciência de agente transformador da sociedade?
Permito ao meu aluno lutar-buscar-viver e fazer uma educação e uma sociedade mais justa, para todos?
Já desisti dos nossos sonhos, meus e dos meus alunos?
Ou ainda tenho essa capacidade de viver em busca de algo melhor para mim e para meus alunos?
Ainda permito e reforço esse desejo de justiça, igualdade e democracia na minha vivência escolar?
Essas reflexões me deixaram meio angustiada.
Até que ponto estou, realmente, contribuindo com a educação que faço em favor do meu aluno ter uma escola e uma vida melhores?
Vou continuar pensando...
E tentar melhorar meu pensar e meu fazer educação.
22/12/06 às 14.08 da tarde
Primeiro blog que criei, na faculdade de Pedagogia-UFRGS, em 2006. Após um tempo sem utilizá-lo, vou reaproveitar o espaço para postar atividades dentro do projeto Aula Digital Compartilhada que venho desenvolvendo nesse ano de 2011, nas escolas Municipais - Arroio do Sal.
22/12/2006
21/12/2006
TEXTO FINAL-ECS 10
21 /DEZ/2006/03:15 MANHÃ
WIKISTÓRIA
Entrar nessa história, para mim, foi bem complicado.
Aliás, sempre acontece isso comigo: a cada atividade nova enfrento novas dificuldades.
Mas, a cada nova dificuldade encontrada, pude contar com o auxílio incansável de duas pessoas especiais, que fizeram essa história juntamente comigo. Professora Mara Níbia, sempre me instigando a ir além. Roberta, tutora querida. Incansável nas altas horas de todas as noites em que a solicitei.
Somente com o auxílio de ambas é que pude, finalmente, me inserir nessa história.
Nova no ambiente virtual que sou, cada conquista alcançada é muito festejada.
Voltemos a wikistória.
Tendo pouco conhecimento da máquina e ferramentas disponibilizadas para esse trabalho, encontrei dificuldades as mais bizarras possíveis, e que me levaram ao desespero total. Procurei resolver tudo dentro das minhas possibilidades. Testei tudo, cliquei em todas as teclas e ícones... Nada adiantava. Aí, era só pedir socorro e lá vinham elas. Mara e Roberta em meu socorro.
Até que enfim cheguei lá.
E, à primeira vista, me senti perdida. Por falta de espaço foram abertas salas, separadas por ordem alfabética. Aí vi que a história perdeu um pouco de sua essência. Perdemos contato visual do todo! Viramos compartimentos específicos. Uma parte. Um pedaço só. Algumas letras agrupadas. Aqui já perdeu o sentido de uma história coletiva, para mim.
Fui em frente. Virei personagem, entrei e me apresentei.
Viajei.
Viajei de fato. Literalmente. Minha participação na história acho que nem aconteceu. Não escrevi a história, não segui nenhum enredo. Não encontrei nenhum gancho. Também não deixei gancho algum.
Mas algo aconteceu. Uma história apareceu. Algumas...
Fizemos a leitura da nossa história comentando a história do outro. Melhor explicado por Paulo Freire – vivemos a história, a minha e a do outro, juntamente com os outros e as transformamos em aprendizado. Refletimos nosso fazer juntos, pensamos, descobrimos, elaboramos novo conhecimento. De mim e do outro.
Falando de histórias, minha formação profissional se deu em escola pública. Cursei o magistério e me formei professora. Cheguei na escola cheia de sonhos. Sonhos esses que ainda me acompanham.Quero possibilitar aos meus alunos desvendarem esse mundo da escrita, construindo seu conhecimento, fazendo a aprendizagem acontecer junt@mente .com o outro. Vivendo sua história, dela sendo personagem, sujeito do seu aprender.
Quero oportunizar ao meu aluno uma formação crítica, onde ele possa perceber todas as possibilidades e aproveitá-las todas. Em seu benefício e de todos os outros que estão .com ele, fazendo, construindo, interligando esse conhecimento a sua realidade, vivendo essas possibilidades de transformar o mundo em que vivem,para melhor!
Quero fazer dele sujeito da sua construção, que busque o conhecimento, que saiba onde buscar isso e que possa viver essa busca com o outro. Vivendo, criando e recriando seu pensamento. Em favor de uma vida mais justa para todos.
Espero que possa fazer desse meu aluno um ser que viva e encontre um presente bem melhor de ser vivido. Numa sociedade mais igualitária e que lhe permita um melhor viver, mais feliz e mais presente.
Que todos nós possamos instigar nossos alunos a construírem suas vidas, serem mais curiosos, garantindo assim encontrar esse conhecimento e partilha-lo com outros sujeitos de suas histórias.
Não quero ser mais uma professora que deposita seus conteúdos na sala de aulas, como se os alunos fossem simplesmente gavetas. Enchendo-as e fechando-as.
Paulo Freire, com suas idéias de educação emancipatória, tem me levado a refletir, pensar e repensar minha prática, com um olhar mais específico, com mais rigor em minha avaliação. De mim mesma e do que faço @os meus @lunos, em meu viver a educação.
Aí, nossa wikistória abriu outros espaços. E fui entrando.
Encontrei espaços maravilhosos, que me possibilitaram muitos comentários. Falas muito interessantes.
Participei de tantos momentos aqui. Pensei e falei de inclusão. Do diferente. Novamente, retomo Paulo Freire, que nos indaga: “como ser educador sem aprender a conviver com os diferentes?”
Como podemos viver uma educação, convivendo diariamente com nossos alunos, um ano inteiro, sem desenvolvermos a amorosidade necessária para o fazer pedagógico assim como nos fala Paulo Freire?
É tempo de nos inquietarmos. Nos desacomodarmos desse fazer pedagógico, morno. Reprodutor de um sistema castrador e injusto.
Agucemos nossa curiosidade e assim façamos uma educação melhor para os nossos alunos. Afinal, só existem professores porque existem alunos. Não existindo esses, não existiríamos nós.
Deixemos nosso aluno apropriar-se do conhecimento e transformá-lo em conhecimento de todos. Cada um na sua especificidade, mas que todos possam acessá-lo.
Que bom viver essa wikistória.
Fiquei encantada com o que aprendi e com aquilo que ainda posso vir a transformar em conhecimento.
Parabéns a todas as pessoas que tiveram a oportunidade de vivê-la junto.com.
Entrar nessa história, para mim, foi bem complicado.
Aliás, sempre acontece isso comigo: a cada atividade nova enfrento novas dificuldades.
Mas, a cada nova dificuldade encontrada, pude contar com o auxílio incansável de duas pessoas especiais, que fizeram essa história juntamente comigo. Professora Mara Níbia, sempre me instigando a ir além. Roberta, tutora querida. Incansável nas altas horas de todas as noites em que a solicitei.
Somente com o auxílio de ambas é que pude, finalmente, me inserir nessa história.
Nova no ambiente virtual que sou, cada conquista alcançada é muito festejada.
Voltemos a wikistória.
Tendo pouco conhecimento da máquina e ferramentas disponibilizadas para esse trabalho, encontrei dificuldades as mais bizarras possíveis, e que me levaram ao desespero total. Procurei resolver tudo dentro das minhas possibilidades. Testei tudo, cliquei em todas as teclas e ícones... Nada adiantava. Aí, era só pedir socorro e lá vinham elas. Mara e Roberta em meu socorro.
Até que enfim cheguei lá.
E, à primeira vista, me senti perdida. Por falta de espaço foram abertas salas, separadas por ordem alfabética. Aí vi que a história perdeu um pouco de sua essência. Perdemos contato visual do todo! Viramos compartimentos específicos. Uma parte. Um pedaço só. Algumas letras agrupadas. Aqui já perdeu o sentido de uma história coletiva, para mim.
Fui em frente. Virei personagem, entrei e me apresentei.
Viajei.
Viajei de fato. Literalmente. Minha participação na história acho que nem aconteceu. Não escrevi a história, não segui nenhum enredo. Não encontrei nenhum gancho. Também não deixei gancho algum.
Mas algo aconteceu. Uma história apareceu. Algumas...
Fizemos a leitura da nossa história comentando a história do outro. Melhor explicado por Paulo Freire – vivemos a história, a minha e a do outro, juntamente com os outros e as transformamos em aprendizado. Refletimos nosso fazer juntos, pensamos, descobrimos, elaboramos novo conhecimento. De mim e do outro.
Falando de histórias, minha formação profissional se deu em escola pública. Cursei o magistério e me formei professora. Cheguei na escola cheia de sonhos. Sonhos esses que ainda me acompanham.Quero possibilitar aos meus alunos desvendarem esse mundo da escrita, construindo seu conhecimento, fazendo a aprendizagem acontecer junt@mente .com o outro. Vivendo sua história, dela sendo personagem, sujeito do seu aprender.
Quero oportunizar ao meu aluno uma formação crítica, onde ele possa perceber todas as possibilidades e aproveitá-las todas. Em seu benefício e de todos os outros que estão .com ele, fazendo, construindo, interligando esse conhecimento a sua realidade, vivendo essas possibilidades de transformar o mundo em que vivem,para melhor!
Quero fazer dele sujeito da sua construção, que busque o conhecimento, que saiba onde buscar isso e que possa viver essa busca com o outro. Vivendo, criando e recriando seu pensamento. Em favor de uma vida mais justa para todos.
Espero que possa fazer desse meu aluno um ser que viva e encontre um presente bem melhor de ser vivido. Numa sociedade mais igualitária e que lhe permita um melhor viver, mais feliz e mais presente.
Que todos nós possamos instigar nossos alunos a construírem suas vidas, serem mais curiosos, garantindo assim encontrar esse conhecimento e partilha-lo com outros sujeitos de suas histórias.
Não quero ser mais uma professora que deposita seus conteúdos na sala de aulas, como se os alunos fossem simplesmente gavetas. Enchendo-as e fechando-as.
Paulo Freire, com suas idéias de educação emancipatória, tem me levado a refletir, pensar e repensar minha prática, com um olhar mais específico, com mais rigor em minha avaliação. De mim mesma e do que faço @os meus @lunos, em meu viver a educação.
Aí, nossa wikistória abriu outros espaços. E fui entrando.
Encontrei espaços maravilhosos, que me possibilitaram muitos comentários. Falas muito interessantes.
Participei de tantos momentos aqui. Pensei e falei de inclusão. Do diferente. Novamente, retomo Paulo Freire, que nos indaga: “como ser educador sem aprender a conviver com os diferentes?”
Como podemos viver uma educação, convivendo diariamente com nossos alunos, um ano inteiro, sem desenvolvermos a amorosidade necessária para o fazer pedagógico assim como nos fala Paulo Freire?
É tempo de nos inquietarmos. Nos desacomodarmos desse fazer pedagógico, morno. Reprodutor de um sistema castrador e injusto.
Agucemos nossa curiosidade e assim façamos uma educação melhor para os nossos alunos. Afinal, só existem professores porque existem alunos. Não existindo esses, não existiríamos nós.
Deixemos nosso aluno apropriar-se do conhecimento e transformá-lo em conhecimento de todos. Cada um na sua especificidade, mas que todos possam acessá-lo.
Que bom viver essa wikistória.
Fiquei encantada com o que aprendi e com aquilo que ainda posso vir a transformar em conhecimento.
Parabéns a todas as pessoas que tiveram a oportunidade de vivê-la junto.com.
18/12/2006
ECS10-WIKISTORIA
14/12/2006
11/12/2006
10/12/2006
ECS 10 Wikistória

Demorei para chegar nessa história,
visto que o explorer não estava dando conta.
Com auxílio sempre presente e incansável da tutora Roberta,
instalei o Mozila Firefox e consegui, ufa!
ENTREI LÁ E PARTICIPEI.
Falar do meu trabalho,
é muito fácil.
Vivo esse meu fazer com muito prazer!
Relacionar com o pensamento de Paulo Freire,
embora pareça fácil,
é mais difícil.
Na verdade, Paulo Freire é/foi
um educador comprometido com a mudança educacional...
Fez e deixou muita coisa importante
para que pudéssemos optar
entre um fazer mediocre e
simplesmente reprodutor do sistema existente,
ou...
verdadeiramente
fazer acontecer uma educação
sonhada por muitos:
mais justa,
mais democrática e
emancipatória.
Educação essa onde todos tivessem
o poder de transformar esse nosso mundo
vivido hoje,
em algo melhor para se viver,
também hoje!
06/12/2006
ECS 10
04/12/2006
Pensando...
30/11/2006
24/11/2006
ACREDITE NA MUDANÇA DE TEMPO
Sabemos que um dia
faz muita diferença
para quem precisa
de cada segundo
para desempenhar bem suas tarefas!
Hoje
vivemos a síndrome
da falta de tempo
e cada espaço que encontramos
na agenda para encaixar algum afazer,
são como as vitórias conquistadas
e determinadas por milésimos de segundos!
(Juliano Cardoso Azevedo-Mundo Jovem-abril-2004))
faz muita diferença
para quem precisa
de cada segundo
para desempenhar bem suas tarefas!
Hoje
vivemos a síndrome
da falta de tempo
e cada espaço que encontramos
na agenda para encaixar algum afazer,
são como as vitórias conquistadas
e determinadas por milésimos de segundos!
(Juliano Cardoso Azevedo-Mundo Jovem-abril-2004))
23/11/2006
DIa de Ação de Graças
Escrevemos uma carta Para DEUS, agradecendo a Ele tudo o que faz por nós e nossas famílias!
Foi um espetáuclo de se ver.
Ficou lindo!
ECS-9 Grupo Alternativo
21/11/2006
Enfim, Tempo Para Visitas


Hoje tive tempo disponível e fui visitar minhas colegas de pólo.
Que bom ver blogs tão lindos.
Que bom ler falas tão bem estruturadas.
Bons pensamentos.
Muita clareza e discernimento.
Visitei as colegas
Aline,Andréia,Andréia M, Carem, Carine
Catiane,Cleide, Cris Maggi, Dulce, Cristina Machado
Cristiane Mengue, Maria do Carmo, Márcia e Loiva,...
Suas postagens estão bem elaboradas, os blogs estão bonitos!
20/11/2006
Tecnologias da Comunicação e Informação
17/11/2006
VISITAS AOS BLOGs
FÓRUM ECS-6
DURKHEIM
WEBER
MARX
Ao analisarmos nossa escola à luz desses pensadores, confirmamos uma questão bem forte dentro da nossa realidade: "a sociedade em que vivemos continua oprimida até hoje!, dominada pelos mais fortes, poderosos detentetores do capital, burgueses e dominados também pelos nossos governantes, devendo nossa obediência à hierarquia!"
"Os donos do poder mandam,
os que precisam obedecem!"
Sabemos, pois,
que a educação é um processo e
como tal,
ela vai sendo construída...
Não será da noite para o dia que transformaremos o mundo num lugar mágico para se viver, mas podemos ensinar aos nossos alunos a lutarem por seus ideais, a viveram mais próximos da sociedade ideal: mais justa e igualitária!
A escola tem o dever
de formar alunos críticos e
conscientes de seu papel
dentro do contexto social em que vive.
E nós, profissionais da educação que somos,
devemos ter como objetivo primeiro
conscientizar nosso aluno
da necessidade de transformação da sociedade em que vivemos
num lugar melhor de se viver!
WEBER
MARX
Ao analisarmos nossa escola à luz desses pensadores, confirmamos uma questão bem forte dentro da nossa realidade: "a sociedade em que vivemos continua oprimida até hoje!, dominada pelos mais fortes, poderosos detentetores do capital, burgueses e dominados também pelos nossos governantes, devendo nossa obediência à hierarquia!"
"Os donos do poder mandam,
os que precisam obedecem!"
Sabemos, pois,
que a educação é um processo e
como tal,
ela vai sendo construída...
Não será da noite para o dia que transformaremos o mundo num lugar mágico para se viver, mas podemos ensinar aos nossos alunos a lutarem por seus ideais, a viveram mais próximos da sociedade ideal: mais justa e igualitária!
A escola tem o dever
de formar alunos críticos e
conscientes de seu papel
dentro do contexto social em que vive.
E nós, profissionais da educação que somos,
devemos ter como objetivo primeiro
conscientizar nosso aluno
da necessidade de transformação da sociedade em que vivemos
num lugar melhor de se viver!
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Débora Dulce Stela











